top of page

Florence Scovel Shinn: A Mulher que Recebia o Mundo em Casa

Foto do escritor: João Victor Soul
João Victor Soul
há 6 dias
12 min de leitura

Atualizado: há 4 dias

Florence Scovel Shinn na maturidade. Imagem restaurada e colorizada.
Florence Scovel Shinn na maturidade. Imagem restaurada e colorizada.

Em uma entrevista de 1931, a autora fala sobre palavras, intuição, fé e alegria, enquanto uma jornalista revela os detalhes de sua vida em Nova York.


Há uma curiosidade que cresce à medida que nos aproximamos de um autor: começamos querendo compreender suas ideias e, aos poucos, desejamos conhecer a pessoa. Como conversava? O que a fazia rir? Como recebia alguém que chegava cheio de preocupações?


Em 1931, a jornalista Gladys Baker teve a oportunidade de fazer algumas dessas descobertas sobre Florence Scovel Shinn. Encontrou uma casa ensolarada, rosas em vasos de vidro veneziano, uma mesa de chá preparada para visitas e uma mulher pequena, espirituosa e muito ocupada. Segundo a reportagem, milhares de pessoas a procuravam anualmente, enquanto cartas de diferentes partes do mundo exigiam a ajuda de uma secretária com conhecimentos de idiomas.


Foi nesse ambiente que Florence contou como o ensino havia conquistado o espaço antes dedicado à ilustração. Falou sobre o poder das palavras, a orientação da intuição, a música que acompanhava seus atendimentos e a alegria que procurava tornar familiar aos alunos. Baker também lhe fez perguntas difíceis, registrando respostas que ajudam a compreender suas convicções naquele momento.


A seguir, você encontrará a tradução integral dessa reportagem, publicada em 30 de agosto de 1931. Entre as observações da jornalista e as falas de Florence, vamos conhecer um pouco mais de perto a mulher que tantas vezes encontramos nas páginas dos livros.


Cristianismo considerado uma teoria para ser vivida


A carreira incomum de uma mulher de Nova York é apresentada como prova.


Por Gladys Baker


Publicado no The Birmingham News-Age-Herald, em 30 de agosto de 1931, p. 7.


(Nota editorial: esta tradução preserva as opiniões e o contexto histórico da reportagem. As declarações sobre saúde, mente e doença representam as crenças registradas em 1931 e não constituem orientação médica. Os subtítulos de organização foram acrescentados nesta edição.)


Uma mulher procurada por pessoas de todo o mundo


Nova York. Tão extraordinária é a carreira seguida por Florence Scovel Shinn que ela desafia qualquer definição. Há quem se refira a ela como psicóloga prática; outros, preferindo termos esotéricos, descrevem-na como metafísica científica, enquanto, para grande número de seus seguidores, ela é simplesmente uma “curadora”.


O que a sra. Shinn é parece, à vista dos resultados de seu trabalho de vida, ter menos importância do que aquilo que ela faz. Durante anos, seu tempo tem sido dedicado a ajudar as pessoas a encontrar soluções para suas dificuldades. Mais de cinco mil pessoas a procuram anualmente para entrevistas individuais. Tamanha é sua reputação que se torna necessário empregar uma secretária com conhecimentos de idiomas para responder às comunicações que chegam de todos os cantos do globo.


Suas aulas, realizadas no número 11 da West 42nd Street, são tão concorridas que, duas vezes por semana, o espaçoso auditório fica lotado além de sua capacidade. Todas as suas atividades são conduzidas “sem dinheiro e sem preço”, sendo voluntária, por parte daqueles que ela ajudou, qualquer remuneração que receba.


Àqueles que exigem provas mais tangíveis das realizações de uma pessoa, pode-se citar o êxito fenomenal de seu livro O Jogo da Vida e Como Jogá-lo. Esse volume compacto, com suas sugestões concisas e incisivas para a “saúde, a riqueza e a felicidade”, ultrapassou a marca de duzentos mil exemplares vendidos nos Estados Unidos em cinco anos e desfruta de uma próspera circulação na Inglaterra. Atendendo à demanda popular, a autora escreveu uma continuação de sua primeira obra literária, intitulada Sua Palavra É Sua Varinha Mágica.


Inteligência, humor e uma casa hospitaleira


Não há nada de otimismo ingênuo, à maneira de Pollyanna, na sra. Shinn. Movida por um desejo natural de conhecimento, ela começou cedo a aprofundar-se na filosofia e na metafísica. Segundo seu ponto de vista tolerante, é possível encontrar as pepitas de ouro da verdade nos escritos de todos os grandes líderes espirituais. Para ela, o ensinamento de Jesus de Nazaré é simplesmente uma reafirmação dos princípios éticos fundamentais da vida, apresentada em linguagem simples e compreensível.


Seu trabalho, conforme o compreendo, é um esclarecimento adicional das promessas do Galileu, que ela acredita serem aplicáveis às atividades cotidianas e assim ensina.


Sua inteligência viva e cintilante, seu alegre senso de humor e sua perspectiva de bom senso exercem especial atração sobre as pessoas modernas que não conseguem encontrar solução para seus problemas nas complexidades da teologia ortodoxa. Não é pequena parte da eficácia com que ela expõe um cristianismo prático o fato de falar e escrever na linguagem do século XX.


O apartamento da Park Avenue, número 1045, está impregnado da personalidade de sua proprietária. Seus cômodos espaçosos e banhados de sol são primorosamente mobiliados com tesouros raros, reunidos em suas viagens pelo mundo. Tapetes, damascos e cortinas compõem uma harmoniosa combinação de verde-mar, dourado e tons de ametista. Rosas de longas hastes em vasos de vidro veneziano, uma mesa de chá posta para as visitas e caixas de cigarros bem abastecidas revelam uma residência alegre e hospitaleira, muito distante de qualquer ascetismo sisudo.


“Não comecei com a intenção de ajudar o mundo”


A praticante tem olhos azuis cintilantes e cabelos acobreados, à maneira de Ticiano, que usa presos no alto da cabeça. Parecia uma criatura quase saída de um conto de fadas, sentada em uma grande poltrona, com os delicados chinelos apoiados num banquinho, necessário em razão de sua pequena estatura. Ombros tão pequenos para carregar uma parcela tão grande da infelicidade do mundo!


“Mas não comecei com a intenção de ‘ajudar o mundo’”, disse ela, sorrindo com graça quando mencionei o assunto. “Eu seguia muito feliz meu caminho como artista e ilustradora quando comecei a estudar metafísica. Por fim, encontrei alguns livros sobre a aplicação prática do cristianismo à vida diária.” “Ora, eu sempre soube e acreditei nisso, só não havia pensado a respeito!” foi a maneira como ela exprimiu sua reação à nova psicologia, que imediatamente começou a praticar em sua própria vida. E funcionou!


Seus amigos, vendo os resultados dessa filosofia animadora, começaram a procurá-la em busca de conselhos para seus problemas. Depois de receberem ajuda, contavam a outras pessoas, e assim o alcance de suas atividades se ampliou. “Veja, fui praticamente ‘empurrada’ para esse trabalho”, foi como ela explicou, “até que já não sobrava tempo para minha arte e...”


“Agora não sobra tempo para mais nada?”, perguntei.


“Ah, sim”, respondeu ela. “Normalmente consigo fazer uma caminhada rápida pelo parque quase todos os dias.” Ela tampouco se queixa de sua rotina exaustiva. Eu a vi, depois de uma palestra, aconselhar pessoalmente cerca de cinquenta pessoas que se aproximaram da plataforma após ela terminar de falar. Sem nenhum pesar, ela chegou a abandonar sua viagem anual ao exterior. Foi tão solicitada durante suas últimas “férias” em Londres que, no que dizia respeito a um verdadeiro descanso, bem poderia ter ficado em casa.


A lei espiritual, os pensamentos e as palavras


A sra. Shinn fundamenta seus ensinamentos no que chama de “lei espiritual”, cujas regras, declara ela, são dadas com “maravilhosa clareza no Antigo e no Novo Testamento”. Fundamenta-os também na lei de causa e efeito. “Tudo o que o homem semear, isso também colherá” deve ser interpretado literalmente. “Tudo o que um homem emite em pensamentos, palavras ou ações volta para ele com a certeza de um bumerangue. Aquilo que alguém diz sobre outra pessoa será dito a seu próprio respeito; aquilo que deseja a outra pessoa está desejando a si mesmo”, é sua interpretação pragmática do antigo aforismo.


Ela acredita que grande parte da Bíblia trata da ciência da mente e, assim como os psicanalistas, atribui enorme importância ao “subconsciente”.


“Tudo o que uma pessoa sente profundamente ou imagina com nitidez”, explicou, “é impresso na mente subconsciente e realizado nos mínimos detalhes. Ela possui um poder tremendo para o bem ou para o mal. A raiva, o ressentimento, a má vontade, a condenação e a crítica roubam a felicidade das pessoas e trazem doenças, fracasso e pobreza em seu rastro. Pensamentos tão equivocados arruinaram mais lares do que a bebida e mataram mais pessoas do que a guerra. Até mesmo a medicina admite que emoções como tristeza, preocupação, raiva e outras emoções violentas destroem as células do corpo e ‘envenenam o sangue’.”


A sra. Shinn, como indica o título de seu novo livro, Sua Palavra É Sua Varinha de Mágica, dá ênfase ao poder vibratório das palavras. “Aquilo a que o homem dá voz, ele atrai”, declarou. “A maioria das conversas é composta de ideias negativas. Chegará o tempo em que substituiremos as críticas pelo otimismo e pelo bom ânimo; em que deixaremos de lado o pessimismo, as dúvidas e os medos; em que evitaremos o indivíduo que ‘dedilha’ assuntos pessimistas. Essas conversas saem caro.”


“Saúdo a Divindade em você”


Segundo a praticante, a condição de “amar o próximo como a si mesmo” é aquela que, na prática, reage em benefício pessoal. Assim como Ouspensky, ela acredita que o amor é “um fenômeno cósmico que abre ao homem o mundo da quarta dimensão”.

Prosseguindo, disse: “Devemos ver cada pessoa como o ideal perfeito, feita à imagem e semelhança de seu Criador”. Ela conta a história de uma fraternidade com a qual entrou em contato na Índia, cujos integrantes nunca se cumprimentam com o habitual “bom dia”, mas dizem: “Saúdo a Divindade em você”.


Como as investigações haviam mostrado que a sra. Shinn alcançava muito sucesso ao prestar auxílio eficaz aos que sofriam fisicamente, perguntei se ela me falaria sobre essa parte de seu trabalho.


“Sim”, respondeu. “Estou convencida de que toda doença tem sua correspondência mental; de que a enfermidade se deve à violação de uma lei espiritual ou mental. Com fé no plano perfeito de Deus para nós, surge uma sensação de segurança, felicidade e bem-estar. Quando o homem sabe que existe um poder invencível que o protege, assim como a todos os que ama, e que lhe traz todos os desejos legítimos de seu coração, ele libera toda a tensão nervosa e passa a estar bem, de corpo e mente.”


“Toda doença”, reiterou, “é causada por uma mente que não está em paz. Em vez de perguntarmos ao próximo ‘O que há de errado com você?’, bem poderíamos perguntar ‘Quem está lhe causando esse mal?’. Ao investigar o ressentimento, a falta de perdão e a intolerância, chegaríamos muito mais perto de encontrar a verdadeira causa de sua queixa física.”


As perguntas da jornalista


“Por que, então”, quis saber, “uma criança pequena adoece quando ainda é jovem demais para saber alguma coisa sobre doença?”


Ela sorriu. “Essa é uma pergunta que me fazem todos os dias. É porque as crianças são sensíveis e receptivas aos pensamentos das pessoas a seu respeito e muitas vezes sucumbem aos temores de seus pais. Você nunca notou”, divagou por um instante, “que, nas famílias em que as crianças são continuamente advertidas de que isto ou aquilo lhes acontecerá, em que são mimadas e excessivamente protegidas por medo de molharem os pés, ‘ficarem expostas a correntes de ar’ e ‘se exporem aos germes’, essas costumam ser as crianças que quase sempre estão com ‘alguma coisa’?”


Admiti ter observado essa condição, sobretudo entre famílias ricas, mas ainda me intrigavam os bebês que vêm ao mundo com deficiências físicas. Tão extraordinária é a vibração do pensamento que, segundo a sra. Shinn, as crianças ainda não nascidas muitas vezes são afetadas pela “influência pré-natal”.


Pensei ter encontrado o que provaria um verdadeiro desafio em minha próxima pergunta:

“Se o pensamento é tão poderoso, isso não significa também que estamos indefesos diante das flechas mentais de nossos inimigos?”


Mas, pela rapidez e segurança com que respondeu, percebi que se tratava de um dos aspectos da nova psicologia para o qual ela já havia apresentado soluções em inúmeras ocasiões.


“Sim, a lei funciona nos dois sentidos”, começou ela. “Entretanto, o bem produz uma aura protetora em torno daquele que a sente. Um homem centrado e estabelecido no pensamento correto, que só transmite o bem a seus semelhantes e não tem medo, não pode ser atingido nem influenciado pelos pensamentos negativos dos outros. O homem recebe somente aquilo que dá.”


Como Florence descrevia seus “tratamentos”


Quando lhe pedi que explicasse a ajuda oferecida pelo metafísico ao ministrar um “tratamento”, ela disse: “A pessoa fica próxima demais de seus próprios assuntos e torna-se cheia de dúvidas e temores. O praticante vê claramente o sucesso, a saúde ou a prosperidade e jamais vacila, nem por um instante, em sustentar a visão dessas coisas como um direito de nascimento inquestionável. Ninguém pode fracassar se outra pessoa o vê bem-sucedido!”


Bertrand Russell afirma que “as pessoas solenes geralmente são impostoras”. A sra. Shinn inclina-se a expressar o mesmo sentimento a respeito daqueles que levam sua religião demasiadamente a sério. Suas palestras são encantadoras por causa de sua linguagem moderna e das numerosas anedotas divertidas que ela relata para ilustrar determinados pontos de seus ensinamentos.


A intuição e a história do jardineiro


Ela acredita que devemos seguir nossas “intuições”. Explica a intuição como “uma faculdade espiritual que não explica, mas simplesmente indica o caminho. Esses ‘indícios’, como são chamados às vezes, nos são dados por pessoas de quem menos esperamos, mas que parecem lançar luz sobre determinado assunto. É assim que a intuição indica a solução de algum problema”.


Para ilustrar a força das regras de seu ensinamento, ela contou o seguinte episódio a uma de suas turmas:


“‘Ao longo do caminho do homem está sempre sua mensagem ou a orientação que deve seguir’”, começou. “Por exemplo, uma mulher estava muito perturbada por causa de uma situação desagradável e pensou consigo mesma: ‘Será que isso algum dia vai se resolver?’”


“A empregada estava por perto e, contrariando sua habitual falta de comunicação, começou a contar uma de suas experiências. A mulher estava tão preocupada que nem se interessou muito pelo que a empregada dizia. ‘Certa vez, trabalhei em um hotel onde havia um jardineiro muito divertido. Ele estava sempre dizendo coisas engraçadas. Fazia três dias que chovia, e eu lhe disse: “Você acha que o tempo vai abrir?” Ele respondeu: “Meu Deus! E ele não acaba sempre abrindo?”’”


Música e liberdade na vida cotidiana


Coerente com sua teoria de que cada homem deve ocupar-se do próprio destino, a praticante não desaprova pequenos vícios humanos, como fumar e participar de um coquetel ocasional. Embora pessoalmente não se entregue a essas indulgências, ela as considera obstáculos ao progresso espiritual apenas quando “mantêm o homem escravizado”.


Seu escritório está equipado com um fonógrafo e discos com músicas dos grandes mestres. Frequentemente, seus “tratamentos” são realizados ao som de um acompanhamento musical suavemente modulado. “A música”, explicou, “possui uma qualidade da quarta dimensão e libera o divino em nós. Ela faz com que coisas maravilhosas pareçam possíveis e fáceis de realizar.”


As frequentes referências da sra. Shinn à literatura clássica e às mais recentes descobertas científicas revelam sua cultura e formação intelectual. Em seus escritos, porém, ela se manteve propositalmente afastada do pedantismo, pois acredita ser dessa maneira que se consegue alcançar o maior número de pessoas.


Até os psicólogos mais dogmáticos admitem as inúmeras boas realizações de Coué com sua fórmula simples: “A cada dia, sob todos os aspectos, estou cada vez melhor”. Tampouco essa professora despreza a eficácia de expressar suas sugestões em palavras e “pequenas rimas” para aqueles que precisam de encorajamento.


À pessoa abatida em espírito, ela recomenda repetir muitas e muitas vezes:

“Tenho uma alegria maravilhosa, De uma maneira maravilhosa, E minha alegria maravilhosa veio Para ficar.”

Para encontrar o meio de expressão pessoal para o qual se está devidamente apto, há estes versos:

“Tenho um trabalho perfeito De uma maneira perfeita. Presto um serviço perfeito Por uma remuneração perfeita!”

A crença por trás dos amuletos

Abordamos a psicologia da superstição. Parecia-me incrível que tantas pessoas atribuíssem sua boa sorte a certos “amuletos” ou talismãs.

“A ferradura, o trevo de quatro folhas ou o pé de coelho”, disse a escritora, “não contêm poder algum. Mas a palavra pronunciada pelo homem e sua crença de que aquilo lhe trará sorte criam uma expectativa na mente subconsciente e atraem uma situação de ‘boa sorte’.”


O espaço e o tempo não são considerados obstáculos à atuação do pensamento claramente dirigido. Entre a volumosa correspondência da sra. Shinn encontram-se cartas de “pacientes” dos confins da Terra, expressando gratidão por haverem recebido ajuda instantânea em resposta a um telefonema de longa distância ou a um telegrama.


Se nos aproximamos da época profetizada por Steinmetz, o gênio da eletricidade, em que serão criados laboratórios para desenvolver uma técnica definida de transmissão do pensamento e do poder da oração, o nome de Florence Scovel Shinn será mencionado entre os pioneiros de uma das experiências mais interessantes que a mente humana pode conceber.


Será possível que essas descobertas levem à realização da visão daquele que escreveu o Apocalipse e viu uma nova Terra, onde “não haverá mais morte, nem tristeza, nem pranto; tampouco haverá dor, porque as coisas antigas já passaram”?


Fico imaginando!


QUADRO PUBLICADO JUNTO DA REPORTAGEM

De “O Jogo da Vida e Como Jogá-lo”

Por Florence Scovel Shinn, conforme a atribuição do jornal.


  • A certeza é mais forte do que o otimismo.

  • Inquieta repousa a cabeça que carrega o semblante franzido.

  • No jogo da vida, a boa vontade ganha todas as rodadas.

  • Por que se preocupar? Provavelmente isso nunca acontecerá.

  • Criticar é como manusear um fio eletrificado.

  • Na dúvida, jogue seus trunfos. Faça sempre aquilo que exige coragem.

  • Fé sem coragem é morta.

  • Nunca discuta com um “pressentimento”.

  • É escuro antes do amanhecer, mas o amanhecer nunca falha.

  • A vida não é uma batalha, mas um jogo.

  • Eu não me deixo abalar pelas aparências; por isso, as aparências se transformam.

  • Meu espírito esportivo espiritual está em alta. Estou mais do que à altura de qualquer situação.

  • O homem tem o poder de dissipar a névoa de sua vida.

  • O que você faz pelos outros, faz por si mesmo.

  • A coragem tem genialidade em si.

  • Nada é bom demais para ser verdade; nada é maravilhoso demais para acontecer; nada é maravilhoso demais para durar.

  • Palavras e pensamentos estão continuamente moldando o corpo e as circunstâncias do homem.

  • Quando o homem é harmonioso e feliz, ele é saudável.

  • O homem colhe continuamente no mundo exterior aquilo que semeou em seu mundo de pensamentos.

  • Se o homem não tem algum objetivo, alguma terra prometida para a qual olhar adiante, começa a definhar.

  • Nossos navios chegam por mares tranquilos. Equilíbrio é poder.


Fonte: Gladys Baker, “Christianity Called ‘Livable’ Theory”, The Birmingham News-Age-Herald, domingo, 30 de agosto de 1931, p. 7.


Uma companhia para os dias comuns


Depois de conhecer aquela sala, fica fácil imaginar a vontade de prolongar a visita. Ouvir mais uma história, perguntar alguma coisa, descobrir de que maneira Florence olharia para uma preocupação nossa.


Seus livros permitem continuar esse encontro. Em A Coleção Definitiva de Florence Scovel Shinn, reuni as cinco obras da autora, fotografias históricas e sua biografia. Você poderá percorrer seus ensinamentos sobre a palavra, a fé, a intuição e a alegria no seu próprio ritmo, descobrindo quais passagens deseja manter por perto.


Uma leitura para acompanhar o café da manhã, uma tarde tranquila ou aqueles minutos que finalmente reservamos para nós.


A visita termina aqui. A companhia de Florence pode continuar na sua estante.





REPRODUÇÃO DO DOCUMENTO ORIGINAL



 
 
 

Comentários


bottom of page